Lisboa Madrid Música: Amar Sundy leva ritmos do deserto africano ao Festival Inblues da Guarda
06-02-2010 O músico Amar Sundy é um dos participantes no festival Inblues da Guarda que começa na quinta feira, onde apresentará a fusão dos blues com ritmos africanos do Sahara Ocidental, anunciou hoje a organização.
A 4.ª edição do evento, que decorre entre quinta feira e o dia 20 de fevereiro, tem no cartaz, para além de Amar Dundy, o guitarrista dinamarquês Tim Lothar, o grupo português Budda Power Blues e a inglesa Dani Wilde. O diretor artístico do Teatro Municipal da Guarda (TMG), que organiza o festival, disse hoje à Lusa que o Inblues apresenta grupos que, em geral, “são estreias em Portugal”. Américo Rodrigues salientou que pretende mostrar “uma abordagem diferente dos blues”, como “uma espécie de aperitivo para o grande festival que decorre na rua, em agosto, com outros meios e com outra dimensão”. “Com este festival cumprimos a tarefa de divulgar o blues e serve como uma espécie de âncora para captar público para o outro festival”, o Transblues, organizado pelo TMG e pela Junta de Castilla y Léon (Espanha), com o apoio da Câmara da Guarda e do Ayuntamiento de Béjar, referiu. A 4.ª edição do Inblues abre na quinta feira com um espetáculo do dinamarquês Tim Lothar, apelidado de guitarrista revelação dos blues europeus, que faz a sua estreia em Portugal. No dia 11, apresenta-se o trio português Budda Power Blues, “que seguiu as influências da Band of Gypsys do lendário Jimi Hendrix”, assinala a organização. No dia seguinte, é a vez de Amar Sundy, um músico que vem do deserto africano do Sahara Ocidental, que apresentará um reportório que “retrata alguns dos temas do deserto, como a sede, o sal, as noites escuras unicamente iluminadas pelas estrelas, os mapas e suas rotas e a vida dura vivida por estas paragens”, acrescenta. O músico vive em França mas é herdeiro “de uma cultura proveniente de uma longa linha nómada do sul da Argélia”, refere a fonte, salientando que no decorrer da sua carreira também viveu em Chicago, nos Estados Unidos da América. “Com os blues a correrem-lhe nas veias, Amar Sundy revisita as suas raízes, incutindo na sua música todo o ritmo africano misturado com as melodias e texturas do blues, criando assim uma fusão de culturas que resulta num trabalho único”, assinala o TMG. Américo Rodrigues observa que “não é comum vir a Portugal um músico do Sahara Ocidental e que tem todas estas vivências”. O festival de Blues da Guarda termina no dia 20 com a guitarrista inglesa Dani Wilde, considerada no meio como um autêntico “furacão feminino” e “uma autêntica revelação, que tem feito furor pelos sítios por onde passa”, observou o responsável. Os bilhetes para os espetáculos custam quatro e cinco euros, assumindo Américo Rodrigues que, de ano para ano, a afluência de público “tem crescido por causa deste esforço do TMG” que promove dois eventos anuais. “O público para os blues está a crescer na região”, concluiu. *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico*** Lusa/Fim |
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