Lisboa Madrid B.I.C (3): Contrabandeando con el sueño todavía...
Junho 2010 / Junio 2010 POCINHO / BARCA D’ALVA – LA FREGENEDA / Faz agora 25 anos da parte espanhola e 22 anos da portuguesa, que os nossos governos decidiram que virássemos as costas uns aos outros, ao cortar a única via de comunicação então existente, a linha de caminho de ferro. ¿Somos portunhóis? E por fim, uma ponte internacional sobre o rio Águeda, para automóveis e peões. ¿Somos europeus? Neste momento a parte portuguesa parece animar-se, há indícios de diligências, avançam anteprojetos, fala-se inclusive de subcontratações e propõem-se possíveis soluções. Mas a parte espanhola não se clarifica, revela tímidas insinuações ou pequenos projectos que, no melhor dos casos, apenas afectarão uma pequena parte da via (via verde, caminho alternativo…) ¿Somos europeus? ¿Porque temos então interesses contrários?. Porque continuam a marcar horas as nossas fronteiras, se já não há relógios nem alfândegas? ¿Somos portunhóis? Passa o tempo e os ferros retorcem-se, oxidam-se ou sofrem o ataque de pessoas desalmadas. E nós que não somos de ferro, ficamos com os despojos do caminho e pelo caminho, já demasiado longo pelo tempo, paramos, reflectimos e reivindicamos uma vez mais… E oxalá que seja a última. Por tudo isso e através deste acto simbólico e permanente ao mesmo tempo ENTERRAMOS: - AS VONTADES DOS GOVERNOS ESPANHÓIS (CENTRAL, REGIONAL E PROVINCIAL)… - PORQUE PELO QUE SE CONSTATA, NÃO PRECISAM DELAS - PORQUE NELAS SE NÃO SE EMPENHAM DE FORMA CONTINUADA - PORQUE AS FORMULAM APENAS MAS NÃO AS CONCRETIZAM - E NO CASO PORTUGUÊS, QUE PARECE TER O SEU PROJECTO EM MARCHA, ENTERRAMOS AS IRRENUNCIÁVEIS URGÊNCIAS, AS NECESSÁRIAS PRESSAS E OS PRAZOS – NESTE MOMENTO – INADIÁVEIS. Apenas desejamos, que durante a celebração do primeiro acto comemorativo desta data, possamos proceder à exumação destas vontades. Os programas, projectos e iniciativas que estarão então em marcha, serão a viva imagem de que então AS VONTADES SE ALIEM JÁ COM REALIDADES PALPÁVEIS. Mas, se tudo continuar como dantes, as vontades continuarão enterradas. A confiança nelas depositada será uma vez mais defraudada e no seu lugar pode aparecer, semienterrada, a imprecisa forma de uma rudimentar mas eficaz, porque enraizada e decidida, arma de guerra. Queremos que este pequeno monumento simbolize o nosso sentir (R.I.P.) Porque não vivemos para sempre, porque necessitamos de legar este património comum em perfeitas condições às gerações futuras. E oxalá que o possamos viver e voltar a usufruir (B.I.C.) IN MEMORIAM POCINHO-BARCA, BARCA-LA FUENTE/BOADILLA Hace ahora 25 años en la parte española y 22 años en la parte portuguesa, nuestros gobiernos decidieron que nos diéramos la espalda al cortar la única vía de comunicación existente entonces, la vía del ferrocarril. ¿Somos portuñoles? Y por fin, un puente internacional sobre el río Águeda para coches y peatones. ¿Somos europeos? Ahora, la parte portuguesa parece animarse especialmente, se incoan expedientes, se encargan anteproyectos, se habla incluso de subcontratas y se barruntan posibles soluciones. Pero la parte española no se da por aludida y no se pasa de tímidas insinuaciones o pequeños proyectos que, en el mejor de los casos, sólo afectan a una pequeña parte de la vía (vía verde, camino alternativo…) ¿Somos europeos? ¿Por qué tenemos, entonces intereses contrapuestos?. ¿Por qué siguen marcando nuestras horas las fronteras, si ya no hay relojes ni aduanas? ¿Somos portuñoles? Pasa el tiempo y los hierros se retuercen y se oxidan o sufren el acoso de personas desalmadas. Y nosotros que no somos de la calidad del hierro, nos quedamos con los despojos del camino y por el camino, ya demasiado alargado en el tiempo, nos paramos, reflexionamos, reivindicamos de nuevo, una vez más… Y ojalá que ésta sea la última. Por todo ello, con este acto simbólico y permanente al mismo tiempo, ENTERRAMOS: - LAS VOLUNTADES DE LOS GOBIERNOS ESPAÑOLES (CENTRAL, JUNTA DE CASTILLA Y LEON Y DIPUTACIÓN DE SALAMANCA), - PORQUE, A LO QUE SE VE, NO LAS NECESITAN. - PORQUE HACEN DEJACIÓN DE ELLAS DE FORMA CONTINUADA. - PORQUE SE FORMULAN COMO DESEOS, PERO NO SE TRANSFORMAN EN REALIDADES. - Y EN EL CASO PORTUGUÉS, QUE YA PARECE TENER SU PROYECTO EN MARCHA, ENTERRAMOS LAS IRRENUNCIABLES URGENCIAS, LAS NECESARIAS PRISAS, LOS PLAZOS -AHORA YA- INAPLAZABLES. Sólo deseamos, que durante la celebración del primer acto conmemorativo de esta fecha, tengamos que proceder al levantamiento del encierro. Los programas, proyectos e iniciativas que estarán entonces en marcha, serán la viva imagen de que LAS VOLUNTADES SE ALÍAN YA CON Pero, si todo sigue igual, las voluntades seguirán enterradas. La confianza depositada en ellas se sentirá una vez más defraudada y en su lugar puede aparecer, semienterrada, la imprecisa forma de una rudimentaria, pero eficaz, por arraigada y tozuda, arma de guerra. Queremos que este pequeño monumento simbolice nuestro sentir (R.I.P.) Porque no vivimos para siempre, porque necesitamos legar este patrimonio común en perfectas condiciones a las generaciones futuras. Y ojalá que podamos vivirlo, disfrutarlo y compartirlo de nuevo (B.I.C.) Colectivo Camino de Hierro, 7 de marzo\março de(l) 2010, Barca d’Alva (Portugal) ______________________________________________________________________
Comunicado de imprensa: “A VÍA QUE TRAZIA VIDA” (25 anos do encerramento da Linha de Enterro simbólico das vontades institucionais. 7 de Março, Ponte Internacional Ferroviária Passaram anos de esquecimento e abandono. Esquecimento sobre esquecimento. Oportunidades perdidas para uma população que as não tem. Dizemos ser europeus, mas uma extraordinária obra de engenheiros construtores de túneis e pontes, é presa da ferrugem, da negligência e da barbárie. Outras ferrovias abandonadas, sem o estatuto de “Bem de Interesse Cultural”’, estão a ser reaproveitadas para fins turísticos na França, Suiça, Bélgica, Alemanha… Os governantes portugueses já assinaram um compromisso de reabilitação desde o Pocinho a Barca d´Alva! Os nossos actuais políticos não são aqueles que numa época exaltada, de rupturas sociais e económicas (estávamos na década de 1880), sonharam em trazer o progresso e o bemestar à região através desta infra-estrutura. Aqueles sim, os de agora não. Não, não podemos estar-lhes gratos. Não o merecem. São o reflexo de uma sociedade imobilista, conformista, passiva, carente de ideias e compromissos… No próximo dia 7 de Março, pelas 13 horas, em Barca d´Alva, junto aos pilares da ponte internacional ferroviária, convidamo-los a participar no “enterro simbólico das vontades institucionais”, que durante todo este tempo viraram as costas, de diferentes maneiras, a esta realidade única da Raia. Este acto central, será acompanhado de diversas actividades para que estão igualmente convidados (instalações, teatro de rua, fotografia e projecções). Pretendemos assim promover e consciencializar, de forma amável, a defesa do rico e excepcional património industrial constituído pela Linha do Douro/Duero, entre o Pocinho - Barca d’Alva / Não se trata somente duma manifestação de defesa com vista à preservação desse património, para o poder legar ás gerações futuras, mas também uma forma de tentar romper uma dinâmica que, ao longo de décadas de imobilismo, ou quando muito de tímidas actuações, não parecem concluir mais do que a ausência de projectos reais de futuro e que, portanto, condena esta infra-estrutura ao abandono. A exploração e a reutilização deste magnífico recurso patrimonial, tem todas as condições para se converter numa mais-valia económica, que traria benefícios directos às populações locais, ao propor um enfoque diferente e singular de atracão turística, cultural e lúdica, de primeira ordem. Talvez o espírito dos nossos governantes do século XIX se reencarnem algum dia. E isso será bom, porque indicará que também nós mudámos e transformámos a realidade que nos rodeia. Então, em frente ao Douro, poderemos desenterrar as vontades, já convertidas em realidade. Comunicado de prensa: “ (25 años del cierre de la línea de 22 años desde Barca d´Alva hasta Pocinho) Entierro simbólico de las voluntades institucionales. 7 de marzo, Puente Internacional Han pasado años de olvido y abandono. Olvido tras olvido. Oportunidades perdidas para una población que no las tiene. Decimos ser europeos, pero aquí una extraordinaria obra de unos ingenieros constructores de túneles y puentes es presa del óxido, de la desidia y de la barbarie. Otras vías ferroviarias abandonadas, sin ser Bien de Interés Cultural, están siendo reutilizadas para el aprovechamiento turístico en Francia, Suiza, Bélgica, Alemania… ¡Los portugueses ya han firmado el compromiso de rehabilitación desde Pocinho a Barca d´Alva!. Nuestros políticos actuales no son aquellos diputados, Galante y Silvela, que en una época convulsa, de desgarro social y económico (¡y era en 1881!), soñaron con traer el progreso y bienestar a la provincia de Salamanca mediante esta infraestructura. A aquellos sí, a los de ahora no. No, no les damos las gracias. No se las merecen. Son el reflejo de una sociedad inmovilista, conformista, pasiva, carente de ideas y compromisos… El próximo día siete de marzo, a las catorce horas, hora española, en Barca d´Alva, cerca de los pilares del puente internacional ferroviario, invitamos a participar en el “entierro simbólico de las voluntades institucionales”, que durante todo este tiempo han dado la espalda de formas distintas a esta única realidad de Este acto central, irá acompañado de otras actividades a las que también os invitamos (instalaciones, teatro de calle, fotografía y proyecciones). Pretendemos así promover y concienciar, de forma amable, la defensa del rico y excepcional patrimonio industrial que constituye la línea internacional del Duero - Douro, desde Pocinho a Barça d´Alva y desde aquí hasta No se trata sólo de una defensa para preservar ese patrimonio para las generaciones futuras, sino que además planteamos esta acción como forma de romper una dinámica que, tras decenios de inmovilismo o, como mucho, de tímidas actuaciones, no parece conducir más que a la ausencia de proyectos reales de futuro y que, por lo tanto, condena a esta infraestructura al abandono. La explotación y reutilización de este magnifico recurso patrimonial tiene todos los componentes para convertirse en un revulsivo económico que traería beneficios directos a las poblaciones locales, al plantear un foco diferencial y singular de atracción turística, cultural y lúdica de primer orden. Tal vez el espíritu de nuestros añorados Adolfo Galante y Silvela se reencarnen algún día. Y será bueno, porque indicará que también nosotros hemos cambiado y transformamos la realidad que nos rodea. Y entonces, frente al Duero, podremos desenterrar las voluntades, ya convertidas en hechos fehacientes.
|
pub
A carregar...
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
|
||||||||||||||||||||||||